sábado, 14 de maio de 2011

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Entendo a ultramaratona

Aos amigos, a dedicação de minha conquista, um 2º lugar na categoria na 4ª Ultra Internacional de Santa Maria. Mais uma ultramaratona disputada e tenho muito a agradecer a Deus, porque neste ano de 2011, até o momento, com grandes dificuldades de estar competindo, com compromissos importantes nesta nova jornada de dar aula para duas turmas de jovens alunos com idade entre 16 e 18 anos do ensino técnico industrial, com patrocínios escassos, com tempo para treinar mais escasso ainda, estou sendo muito feliz. Nos últimos 10 anos eu não aprendi o que eu aprendi neste ano a respeito de ultramaratona. Meu abandono na BR135, me deu a real grandeza do que é cruzar a linha de chegada e tive a fantástica oportunidade de ver a prova podendo estuda-la de perto. Na ultra deste último fim de semana, pude novamente ter a oportunidade de aprender muito e voltei para casa, acreditando mais do que antes, voltei sabendo que meus 30 e tantos anos não são obstáculo para que eu possa desenvolver a ultra e toda sua quilometragem de forma competitiva, o certo é que a cada prova eu estou evoluindo, eu sou daqueles caras que não fazem loucuras, a lucidez sempre andou muito perto de mim, consigo sentir quando a prova não é pra mim, se não conseguirei lutar pela geral, e o primeiro lugar da categoria está distante, não me exponho a difíceis lutas com meu corpo quando sei que sairei perdendo muito. Graças a Deus que eu tenho esta noção, estou subindo um degrau por vez...uma hora eu acerto...e quando este dia chegar e vou estourar os 200km...não tenho pressa...eu já estou visualizando isso acontecendo.


Sinto-me feliz quando vejo novos talentos da ultra surgindo, principalmente se eles apresentam qualidade, não me incomoda ficar lá na metade da lista de classificação das ultras, eu luto, dentro do que se apresenta cada competição eu procuro fazer o melhor possível, nem sempre o melhor é o suficiente.

Aconteceram muitas coisas inusitadas com meu corpo nesta última ultra, o nervo que passa pelo quadril tava de brincadeira comigo...fazer bolhas na sola do pé faz parte da ultra, mas no peito do pé é de lascar...eu fico admirando a tal bolha do peito do pé..como foi a primeira neste local é novidade...creio que até vou sentir falta dela quando ela for embora..kkkkkkkk tudo isso com um tênis top de linha amaciado em treinos, casadinho no pé..enfim..não era o dia.

To engasgado com a ultra de Santa Maria...ano que vem tem de novo...deixa quieto.

1 comentários:

marcelo orsi disse...

parabens amigo cleonir...pela otima ultra que fizeste...sua determinaçao serve de exemplo para nos atletas...abraços