domingo, 28 de agosto de 2011

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Os erros mais comuns no treino de longa duração

Existem vários erros comuns no treino de longa duração que comprometem seriamente o rendimento competitivo de atletas que se dedicam a esforços de longa duração, especialmente na maratona. Desenhar o treino de modo a evitar que estes erros ocorram no processo de treino é um cuidado que deve fazer parte das preocupações de cada treinador. Até porque, muitas vezes, o avançar da época desportiva nos leva a esquecermo-nos de aspectos muito importante e que podem ser muito comprometedores da capacidade de rendimento dos nossos atletas.

Vejamos:

1.Melhores resultados não equivalem a maiores volumes de treino

Este é provavelmente um dos maiores problemas associados ao treino de longa duração e que ocorre com demasiada frequência. Até sabemos que muitos atletas por gostarem muito do que fazem e por aspirarem a bons resultados desportivos, encaram o aumento dos volumes de treino, como algo de natural e até necessário, muitas vezes sem se aperceberem que caminham rapidamente para o aparecimento de lesões graves, incapacidade de adaptação do organismo e como tal de incapacidade de rendimento elevado e até para uma diminuição de rendimento a médio/longo prazo. O aumento dos volumes de treino, devem respeitar o princípio da progressividade, mas mesmo respeitando-o deve ser realista, ajustado e cauteloso.
De facto, correr mais, não significa correr melhor e os cuidados para evitar este erro, devem contemplar uma grande variedade de estímulos, escolhendo sempre que possível outras modalidades desportivas. Por outro lado devem ser escolhidos dias em que se retire a sobrecarga provocada pela corrida ao nível dos membros inferiores, permitindo aumentar a qualidade do trabalho de recuperação e regeneração.

2.Ausência ou pouca incidência no treino de força

Grande parte dos corredores pensam que para evoluírem precisam é fundamentalmente de correr e não de treinar a força. Basicamente, esquecemo-nos que para que o nosso corpo se desloque mais, terá de aplicar mais força no solo ou aplicar as forças com maior qualidade na sua direccionalidade. Se tivermos em consideração os milhares de apoios que se podem fazer ao longo de uma corrida de meio-fundo e fundo e o quanto trabalham as componentes elásticas do músculo no ciclo de alongamento-encurtamento facilmente devíamos perceber a importância do aumento dos níveis de força resistência num corredor de meio-fundo e fundo. Para além das questões do rendimento na corrida, a protecção da nossa estrutura anatómica contra os impactos produzidos pela corrida, terá de ser conseguida em grande parte pela absorção que a nossa musculatura terá de ser capaz de fazer, para proteger o impacto do nosso peso no solo e de nos permitir apoios estáveis.
Sabemos contudo que muitos corredores pensam que ganharão peso excessivo com o treino de força e que isso os tornará mais lentos... O que não é de todo verdade! Claro que o treino terá de ser adequado, dirigido para as necessidades de um corredor de meio-fundo e fundo e se for bem prescrito, o programa de treino de força tornará o corredor mais forte e mais flexível o que lhe permitirá correr de uma forma mais eficiente e acima de tudo mais económica.

3.Treinar sem respeito por uma programação adequada de treino

Este problema é mais comum em atletas recreativos e não deveria ser comum em atletas com acompanhamento técnico... O problema é que o treino não pode surgir como algo que se vai fazendo sem uma direcção concreta, mas pelo contrário deve ter objectivos bem definidos, mesmo que estes não sejam de ordem competitiva, mas ligados “apenas” à melhoria de capacidades ou promoção da saúde. Deste modo, o treino bem programado será capaz de evitar uma estrutura de treino demasiado estática e monótona ao longo do tempo e de permitir adaptações mais eficazes em consequência de alterações nas distâncias, volumes, intensidades e tipo de treino ao longo do tempo.
É por razões como esta que os treinos exigem individualização e as “receitas” de treino aplicadas a qualquer corredor acabam invariavelmente por estarem condenadas ao insucesso.

4.Descurar a técnica de corrida

É obvio para todos que a forma como se corre, influenciará muito a qualidade da corrida a todos os níveis: qualidade das forças aplicadas no solo, aumento da velocidade de corrida, maior protecção de lesões e menor agressão muscular. De facto uma técnica de corrida melhorada, poderá traduzir-se numa maior capacidade de correr mais rápido, maior economia de corrida e menor quantidade e gravidade de lesões. Nesta perspectiva o treino de técnica de corrida é uma necessidade que pode ser conjugada com uma melhoria significa dos níveis de resistência muscular específico para a corrida.

5.Manter elevados volumes de treino até ao dia da corrida

O resultado desportivo não depende tanto da sobrecarga, mas mais da regeneração que é promovida depois da aplicação dessa sobrecarga. Por isso mesmo, antes de uma competição o organismo tem de recuperar de forma adequada até ao dia da competição. Nesta perspectiva o “tapering” traduzido por uma redução dos volumes de treino antes da competição para favorecer a regeneração/recuperação do atleta, irá reduzir a probabilidade de lesão e normalmente permitir um melhor rendimento competitivo.
É assim decisivo, conhecer a reacção de cada atleta a diferentes modelos de “tapering” de modo a que se individualizem programas de recuperação para a competição realmente eficazes para cada atleta. E neste caso....cada atleta é mesmo um caso diferente!

6.Ignorar a importância do descanso

Um dos maiores erros de muitos atletas é pensarem que quanto mais treinarem, melhores atletas serão, dando mais importância à componente treino do que à regeneração desses mesmos treinos. A verdade é que a melhoria das capacidades condicionais treinadas, ocorre não durante o treino, mas precisamente quando o corpo está a descansar... Só assim o corpo poderá melhorar as suas capacidades, ficar mais preparado para os esforços seguintes e perseguir uma percurso de melhoria de rendimento.

7.Não dar importância à hidratação

Parece que por vezes todos nos esquecemos que todas as trocas químicas e de substratos no meio celular, só ocorrem na presença de água. Também nos esquecemos que muitas vezes o aumento da frequência cardíaca está associado à perda de líquidos que promovem um aumento da viscosidade sanguínea e como tal de aumento do esforço cardíaco para manter a circulação sanguínea necessária para todo o corpo. Por outro lado a ingestão de água, permite evitar aumento da temperatura corporal, tão prejudicial para manter elevados níveis de rendimento. A hidratação assume assim um papel chave e decisivo para manter o organismo estável durante o esforço e capaz de manter elevados níveis de rendimento.

8.Má alimentação

Muito acreditam nos “milagres” dos suplementos ergogénicos esquecendo-se da importância de uma alimentação variada e equilibrada. É sempre indesejável que ocorram perdas nas reservas energéticas que levem a perdas por vezes abrupta de rendimento. Uma boa relação na ingestão de carbohidratos e a ingestão regular de frutas e verduras são regras básicas essenciais para manter o organismo com o que mais necessita para manter capacidade de rendimento.
Acreditar que os suplementos alimentares podem fazer esse trabalho é um erro que se deve evitar e que frequentemente leva a exageros na ingestão calórica e de determinados nutrientes que podem levar mais a prejuízos no rendimento do que a benefícios.

9.Definir objectivos exagerados para as reais capacidades

É cada vez mais comum vermos corredores pretenderem atingir objectivos demasiado elevados para o seu nível de treino. A ideia de fazer algo de radical e de grande dificuldade leva a que muitos queiram realizar maratonas ou mesmo ultra-maratonas quando o seu nível de treino não lhes permite muitas vezes sequer realizar uma meia-maratona com segurança. É muito bom que alguns corredores se consigam motivar a níveis elevados, mas é fundamental que essa motivação seja consciente e realista.
Se não conseguem dispor de tempo para treinar mais ou se ainda têm pouco tempo de treino, o melhor será mesmo esperarem por consolidar adaptações longitudinais que lhes permitam abraçar participações competitivas mais exigentes.

10.Usar equipamentos e locais de treino inadequados

Infelizmente ainda é frequente ver corredores a usarem roupas não transpiráveis para presumivelmente “perderem gordura”, quando na verdade só perdem água e como correrão menos devido ao aumento da temperatura corporal, na verdade, ainda perderão menos peso do que se corressem mais com roupas mais frescas...
Ainda é possível ver corredores a optarem por correr em locais de forte inclinação à procura do aumento dos seus níveis de força, quando dessa forma, colocam a sua musculatura a trabalhar de uma forma que não ocorrerá numa prova e só aumentam a probabilidade de lesões...
É demasiado comum, vermos corredores que não largam as suas sapatilhas de treino ou competição que já fizeram demasiados quilómetros e que desta forma lhes provocará lesões nos apoios.
Cuidados, que praticamente se misturam com o bom senso e que são tão importantes....

11.Treinar sobre o efeito do calor

Talvez seja importante começar por dizer que o aumento da temperatura corporal será um dos factores mais influenciadores de perda de rendimento. Por isso será sempre boa opção treinar em locais mais frescos, evitar a exposição solar, seleccionar as horas mais frescas do dia para treinar e saber escolher os equipamentos mais frescos e transpiráveis. Só assim, teremos melhores sessões de treino, que permitirão melhores adaptações ao esforço.

domingo, 21 de agosto de 2011

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Aprendendo com Manoel Mendes

Muitos ensinamentos se aprendem em meio a ultramaratona, construimos algumas amizades que levamos para a vida toda, superamos desafios tremendos, passamos frustrações, conquistamos boas marcas, alguns pódios e no final o que fica é o aprendizado. Muita coisa eu aprendi com este cara..Manoel Mendes, um cara fantástico, um cara amigo..persistente..lutador e que ama a ultramaratona como poucos aqui no Brasil. Vou compartilhar aqui neste espaço, dois vídeos do Manoelzinho, um deles produzido por meu querido amigo Henrique..filho da Rita..irmão do Tenente Atanásio..que tive a felicidade de encontrá-lo aqui no sul...em Esteio. Preste atenção, isso é um pouco de um grande ultramaratonista, um dos ícones da ultramaratona do Brasil.


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Preparação de ultramaratona

Confiram neste vídeo, um pouco do treinamento de um ultramaratonista, a preparação...segredos..
particularidades da nossa modalidade de corrida. É um material muito instrutivo, vale a pena conferir!!!
Valeu Débora ..pela dica !! 

Pra galera que quiser adquirir os materiais da Salomon...a dica é fazer uma visita na Guenoa..tem o link da loja
aqui no blog. Loja que é parceira deste humilde atleta que vos escreve.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

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Sociedade Brasileira da Aventura

Olá a todos!!!

Venho divulgar a récem criada Brazilian Adventure Society (BAS), uma organização séria e altamente profissional, engajada na criação de uma comunidade própria para aventureiros de carteirinha no Brasil. As vantagens para os associados são muito significativas: além de um belo kit, composto por chapéu australiano, camiseta e um colete de selva super bacana, eles também enviam uma carteirinha exclusiva para ótimos descontos em eventos e lojas de aventura. E o mais legal: a Sociedade patrocina projetos ambiciosos de expedição e de conservação ambiental. Vale muito a pena! Sou sócio oficialmente desde semana passada (recebi ontem meu kit e já estou ansioso em estreá-lo). A anuidade é relativamente barata, apenas  R$ 61,00. Convido a todos a participarem  e me ajudarem com ideias de projetos, para tentarmos conseguir o apoio financeiro deles.

Para quem ainda não conhece, clique na figura abaixo. Abraço a todos e boas aventuras!!!

Marcelo Nava



quinta-feira, 11 de agosto de 2011

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Rumo ao Audax

Aí galera !!!

Visando minha participação no Audax200km, tá aí a bike que estarei estreando em breve...!!!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

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Saúde: Frutas e Sucos - Ameixas

imageA ameixa considera-se oriunda das terras do baixo Danúbio, da Pérsia, da Armênia e do Cáucaso. As cultivações sírias, em volta de Damasco, alcançaram grande fama. Através dos gregos e dos romanos, também as ameixas chegaram até nós, embora os romanos só as cultivassem mais tarde. Segundo se diz na «Capitulare de Villis», Carlos Magno, em 812, mandou plantar ameixeiras, de diversas espécies, nas suas propriedades imperiais.

Hoje, as ameixas desfrutam de uma popularidade geral.

A ameixa autêntica (Prunus domestica) tem diversos nomes, nas várias regiões.

Pertence à família das Rosáceas.

O abrunho (Prunus insititia), também chamado abrunho grande, abrunho de enxertar, é diferente botanicamente da ameixa autêntica. Difere sobretudo pelo fruto, esférico e de cor violeta escura, com o caroço chato, em vez de pontiagudo, como na verdadeira ameixa.

As ameixas devem ser comidas cruas, em grande quantidade; são também um elemento culinário, para conserva, geleia e doce em pasta. Além deste interesse como alimento, têm um significado muito mais justificado como remédio dietético médico.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

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Saúde: Frutas e Sucos - Açaí

imageO açaizeiro, do gênero Euterpe oleracea, é uma delicada palmeira de estipe elevado e esguio, terminado por uma coroa de folhas pinatissectas.

Originária da região amazônica, é muito cultivada em virtude do sabor de seus frutos, dos quais se faz um macerado de cor vinhosa, com certa densidade, apresentando a consistência de borra.

Esse prato, muito apreciado na região, é conhecido como açaí. A bebida é geralmente tomada com açúcar ou com farinha d'agua ou farinha de tapioca.

O açaizeiro forma majestosas touceiras. Produz também um saboroso palmito, que vem sendo industrializado nos últimos anos.

Os estipes, por serem muito duros e resistentes, são usados como material de construção.

Os frutos também servem para alimentar animais domésticos. Deve-se dizer, ainda, que o açaí é um alimento muito rico em ferro, constituindo-se num elemento precioso na alimentação dos habitantes da Amazônia.

Os ribeirinhos, por exemplo, encontram nos frutos do açaizeiro um ali-mento graciosamente propiciado pela Natureza.

A propósito do açaí, fez-se uma quadrinha popular, muito conhecida em todo o Brasil:

"Chegou no Pará,
Parou .. .
Bebeu açaí,
Ficou . . ."

domingo, 7 de agosto de 2011

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Meia de Passo Fundo

  Inicio este post, comentando sobre o final de semana maravilhoso que tivemos, de sol e calor, onde fomos brindados em mais uma edição da meia maratona de Passo Fundo.
  A prova foi duríssima, vento contrário de intensidade moderada, impedindo a conquista de boas marcas, mesmo assim a galera andou mais que notícia ruim. Meu inicio de prova foi desenvolvendo um ritmo confortável, visto que estou bastante desgastado das duas semanas intensas de trabalho que antecederam a competição, senti muito este fator, e percebi que as coisas estão acontecendo mesmo assim; na primeira virada, que era no final de uma subida, km 5 aproximadamente, como os números possuiam identificadores de categoria, prestei atenção nas letras, pra me situar na disputa e vinha na pior das hipóteses em 5º lugar da categoria.
  Com esta constatação minha prova começou a mudar, pois na volta eu procurei identificar quem vinha atrás e que distância eu tinha destes atletas, e vinham dois atletas a pouca distância.
  Tentei abrir distância forçando um pouco mais, e consegui passar no Parque da Gare, mantendo a posição e a distância, e isso foi até a metade da subida da 3ª parte da prova, onde fui ultrapassado por um dos atletas, fato que novamente aconteceria aproximadamente lá pelo km 16, com o outro atleta. Procurei focar no ritmo, mas ficou muito difícil quando minhas coxas travaram muscularmente, me sentia preso, não conseguia forçar o ritmo e daí pra frente minha prova foi na raça mesmo.
  Eu estava só pela estátua do Teixeirinha, que o ponto de referência para dobrar a direita dando acesso a curva da chegada novamente no parque da Gare e trouxe pra linha de chegada, todo o esforço e superação, para um 8º lugar na categoria, honrado 8º lugar, foi faca no dente durante todo o percurso, ritmo, pressão...enfim...valeu o esforço.
  Parabéns aos demais atletas que estiveram competindo na prova...!!!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

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The 80’s – Coleções Deliciosas

Algumas das muitas “saudades” que tenho da minha infância, passada quase totalmente nos anos 80, são de coleções que eu fazia… ou tentava fazer.

Algumas delas eram deliciosas. Literalmente. Cartelas - CHOCOLATES

Como por exemplo colecionar os cartões que vinham com o chocolate Surpresa, da Nestlé.

Ao longo dos anos várias séries surgiram,  como Dinossauros, Animais da Amazônia e Animais do Pantanal. Era o maior barato.

De um lado tinha uma foto, e no verso uma descrição e curiosidades.

Tinha também as coleções da Ploc Monsters e Futebol Cards Ping Pong.

As figurinhas da Ploc Monsters eram transfix. Estraguei vários cadernos da escola raspando estas figurinhas neles.

 

 

 

 

Os da Ping Pong eram cartões de papelão, contendo de um lado a foto do jogador, e no verso  seu nome completo, peso, altura, equipes que jogou, títulos conquistados e curiosidades sobre ele.

Cada embalagem trazia três cartões, e um chiclete Ping Pong bem fininho, mas do tamanho do cartão.

Era demais. Virou uma febre entre a gurizada. Todo mundo queria colecionar e ter mais cartões que os outros. Nos juntavamos nos intervalos das aulas para trocar as figurinhas repetidas.

Tinha cartões dos principais times brasileiros na época.

Você lembra de mais coleções dos anos 80? comente, relembre, isso faz um bem danado.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

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Farroupilha: 03/08 às 20:13… A neve está chegando!! caiu uma espécie de “chuva congelada”… a neve está vindo

 

Chuva congelada é como mostra a imagem abaixo. Não é granizo, não é neve. É a chamada “chuva congelada”.

Vamos torcer para que a neve venha logo.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

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Farroupilha: 10:29 da manhã… começou a cair alguns flocos de neve em meio a garoa

 

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Neve intensa criou paisagens de cartão postal em Córdoba, na Argentina Crédito: Marcela Marbián / La Voz / CP

 

Um Ciclone extratropical atua no Rio Grande do Sul e deixa o Estado coberto de nuvens, com períodos de garoa e chuva nesta terça-feira. A precipitação, forte em alguns pontos, pode se transformar em neve localizada. O vento do quadrante Oeste, que sopra com rajadas de 80 a 100 km/h no Leste do Estado, possivelmente mais fortes em alguns pontos, acentuará drasticamente a sensação de frio no decorrer do dia e poderá causar queda de árvores, postes e placas, além de falta de luz.
Durante o dia, a temperatura despenca no Estado. Deve ser mais baixa no fim da tarde que no início da manhã. As marcas serão extremamente baixas e incomuns para o período vespertino, quando, em muitos locais, os termômetros vão indicar 5ºC ou menos. Com o vento, a sensação térmica será ainda mais baixa, informou Correio do Povo.
Neve se desloca da Argentina para o Estado
Nevou nesta segunda em várias cidades da província argentina de Santa Fé, onde o fenômeno é raríssimo. Em Rafaela, a última nevada havia ocorrido em 29 de agosto de 1922. Grande parte da província de Córdoba ficou branca, sobretudo nas chamadas “Altas Cumbres”.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

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Isso também passará

Frio é para turista.

Eles ficam aqui na serra durante um final de semana, pegam um friozinho, tomam chocolate quente, apreciam um café colonial, e depois vão embora, loucos para contar sobre as maravilhas aqui da serra.

Realmente a serra gaúcha é muito bonita, principalmente em dias quentes e ensolarados quando dá para sair de casa e ver alguma coisa a pelo menos 100 metros de distância.

Mas aguentar este inverno não é fácil. Tem que ter uma paciência de Jó. Aliás, acho que Jó nunca enfrentou um inverno que nem o nosso, pois se tivesse com certeza o ditado seria outro.

Muito frio, muita umidade, muita neblina.

Fazem três dias que uma neblina tomou conta aqui de Farroupilha. Três dias de neblina!!!

Mas dizem que na guerra é pior. Será que é porque lá ocorre mais neblina??!!

As condições climáticas aqui da serra são perfeitas para deixar qualquer um louco, a não ser, como já disse no início deste artigo, que você seja um turista.

Se fosse frio mas com sol, vá lá. Mas não, é frio, chuvoso e com a famigerada neblina.

É uma combinação terrível. Combinação pior que isso somente o cd “Junto e Misturado” do Latrino.

O frio por si só já deixa o sujeito meio “down”, pois você perde muita energia ao manter o corpo aquecido.

O tempo chuvoso e úmido ajuda ainda mais neste processo, pois tudo adquire colorações cinzas. Lá em casa eu já não sei se ligo o chuveiro ou se fico embaixo das goteiras de umidade que caem do teto. Minhas roupas pretas já ficaram brancas, de mofo.

E para arrematar, temos a neblina, que não permite que você veja além de poucos metros, criando uma sensação de claustrofobia e de isolamento.

Há previsão de neve para quarta-feira. Já deixei a porta da geladeira aberta, que é para aquecer o ambiente.

Menos mal que haverá neve, pelo menos dá para apreciar um bom vinho e tirar algumas fotos… isso se não tiver neblina.

 

Previsão de neve nesta próxima quarta, na serra gaúcha